Achar o que não perdemos?
O novelo da resolução dos projetos e a decisão medrosa e incerta dos deputados, que mais me parecem chantageados por posição econômica, faz o resultado disso tudo ficar para meus netos que ainda não nasceram saberem para que serviam tais projetos, isso se houver possibilidade de nascerem perante o controle de natalidade obrigatório que o capital me impõe. Esse processo gera o encasulado pensamento de não ver possibilidade no que pode ser no futuro da nação e nos empurra a acreditar na fantástica profecia de que uns nasceram para serem servos e outros para serem senhores; como se algum sangue dissesse para a Constituição Política e "democrática": Tens que aceitar minha linhagem hereditária! - Viva a utópica democracia que sustenta a existência do Estado contraditório que diz existir para garantir e prover o bem-estar social. Espera um minuto que me deu uma crise de riso... (Ha! Ha! Ha!) Vou ali gargalhar e agorinha volto para terminar o texto.
Mas sabemos que têm projetos mais importantes na frente, como a solução da educação de base, média e o ensino superior de qualidade e sua encrencada gratuidade. Isso é uma leve polêmica que não é levada tanto a sério devido não movimentar e não inflar as cifras dos cofres públicos. E logo, no "país de primeiro mundo" como o nosso (em corrupção, é claro!), esse problema fático pode ser deixado para iniciativa privada. Seria melhor dizer e admitir logo que estamos terceirizando o conhecimento do país! É bem mais honesto e, publicamente fica mais claro!
Muitos ficam perguntando como consertar o Brasil. E acham que está tudo perdido, que a vaca foi pro brejo! Que o rombo dos cofres públicos, que eram tão seguros pelas amarras da constituição e do poder Judiciário que tanto ameaçava de prisão os infratores... Mas a observação é a seguinte: O objeto, quanto mais difícil de esfacelar-se, mais ainda de torná-lo restaurado! Parem todos de achar que o Brasil está na merda! Tenham certeza! Pois começando a admitir a realidade já é um grande passo.
Encontrar o fio da meada à luz de vela não é mole! Cortaram minha energia porque a alíquota de ICMS aumentou, meu filho adoeceu e meu sapato velho está apertando o calo. Ainda mais agora que tem um projeto de aculturação dos iletrados... Eu estou tentando inventar uma palavra pra quem se educa pela televisão... Mas acho que não vou conseguir, pois isso é uma piada! Mas que tem esse projeto também tem, nem foi tramitado em câmara e não teve nenhuma votação, que é da aculturação do "SOU BRASILEIRO E NÃO DESISTO NUNCA". Eu diria que é o novo perdão dos pecados de quem nasceu careca e sem dentes e está destinado a andar descalço e mendigar o pão de cada dia ou esmolar nos ônibus coletivos sob forma de vender quatro gominhas por um real ou no simples ato do sacomano que diz que seu filho tem dermatite (Santa ignorância! Qualquer problema de pele é dermatite! Que sarna!) ou do outro que diz que tem uma filha de sete anos e não pode pegar peso de mais que 5 quilos e ainda durante um ano pede esmola dizendo que está tentando aposentar a seis meses.
Acho que vou dar uma balinha de coco pra todos vocês e aparecer na TV dizendo que "e tem mais!", mas vou cobrar tudo isso através das empresas que foram privatizadas como as de telecomunicações que cobram taxas de manutenção que nada mais é que um modo de exonerar-se do imposto que deve ao Estado, e agora, saindo do meu bolso e do seu. Ah! Eu já ia esquecendo: A balinha de coco é o ônibus coletivo da linha Eixo Anhanguera a 50 centavos a partir do dia 1º de julho e estendida até o Jd. Curitiba logo em seguida. Realidade? Sim! O Estado está levando prejuízo com isso? É um investimento de um partido político para as próximas eleições? Pensem e parem de achar!
Nathan